Se eu soubesse o que sei hoje…

Gostava de ter lido sobre o Autismo há 3 anos atrás…

A noção que as pessoas, geralmente, têm sobre o autismo é que uma criança autista isola-se, é tímida, não olha para ninguém, não fala, balança para a frente e para trás e que, manifesta pouca expressividade e personalidade.

Quando digo isto falo por mim também, porque essa era a noção COMPLETAMENTE ERRADA que eu tinha, além de nunca ter conhecido ou visto nenhuma criança com autismo antes. A falta de informação fez com que, ao receber o diagnóstico do meu filho, eu entrasse em choque (talvez por pensar que ele ia ser uma pessoa totalmente dependente para sempre), e passasse pela “fase de luto”, de que todas as mães de crianças com Autismo falam. Mas desde aí muita coisa mudou, e agora vivemos mais o dia-a-dia.

Quando desconfiava que se passava algo com o Xaninho, achava que era só uma fase ou que ele era um miúdo hiperactivo. Desconhecia qualquer estereotipia (movimento ou comportamento repetitivo) do TEA (Transtorno do Espectro do Autismo).

Crianças com TEA são afectadas a nível do processamento de informação no cérebro e ainda nada é realmente compreendido (ou será?).
Não existe uma cura conhecida, mas muitas crianças podem evoluir muito após o diagnóstico. Nunca perder as esperanças, esse é o meu “nome do meio”.
Não existem números precisos nem oficiais desta condição porque existe muita gente a viver com o espectro, SEM O DIAGNÓSTICO (e consideradas NORMAIS) e é só mais uma prova de que nem todas as pessoas com TEA são iguais, é um espectro (varia de criança para criança) que engloba vários distúrbios desenvolvimentais.

Resumidamente:

  • Não generalizem;
  • A quem suspeitar que possa haver algo de diferente com o seu filho, procurem ajuda, pois a intervenção precoce é muito importante, quanto mais cedo intervirem melhor.
  • Não vamos considerar apenas o dito “normal” aceitável, somos todos diferentes, com ou sem TEA, cada um à sua maneira.
  • Parte dos pais (principalmente) e professores/ educadores explicar às crianças (quando pedem alguma explicação) que aquela criança que está a abanar os braços ou a fazer barulhos esquisitos ou a não vocalizar, é uma criança que, mesmo com essa particularidade, também gosta de brincar com outros meninos como qualquer outra.

Desde então pesquisei e aprendi muita coisa que irei partilhar juntamente com a experiência de criar uma criança maravilhosa, que simplesmente vê e sente a vida de uma forma diferente.

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